Amazonas

Seca no Amazonas Antecipada: 255 mil Afetados em 2024

Ascom Defesa Civil

Defesa Civil aponta que seca histórica deve ocorrer dois meses antes do ano passado

A seca severa que atinge o Amazonas em 2024 promete se agravar, já afetando a vida de quase 255 mil pessoas e levando 20 municípios a decretarem estado de emergência. Este cenário alarmante lança luz sobre a necessidade urgente de ações eficazes de preservação ambiental e apoio às comunidades afetadas.

A seca de 2024 no Amazonas deve alcançar seu ponto mais crítico dois meses antes do recorde histórico do ano anterior. O boletim da Secretaria de Defesa Civil do estado, divulgado nesta terça-feira (20), revela que quase 255 mil pessoas já foram impactadas e que 20 municípios se encontram em situação de emergência.

Segundo o coronel Clóvis Araújo, secretário adjunto da Defesa Civil, a seca de 2023 atingiu seu pico na primeira quinzena de outubro. No entanto, para este ano, a previsão macabra é que o nível dos rios alcance seu ponto mais baixo ainda este mês, antecipando-se em cerca de dois meses em relação ao ano passado.

As cidades, especialmente na região do Alto Solimões, como Tabatinga, enfrentam desafios sérios para receber insumos e água potável. A comerciante Aline Isabela compartilhou sua preocupação: “Nossa balsa flutuante, que era essencial para o sustento, está encalhada devido à seca”, refletindo como as comunidades ribeirinhas estão sendo esmagadas por essa crise.

O pesquisador em geociências, André Martinelli, alerta que os efeitos da seca em Tabatinga começarão a ecoar em Manaus e nas cidades adjacentes em até 20 dias, criando um ciclo de escassez alarmante.

Com 20 municípios já em situação de emergência, as famílias afetadas estão clamando por atenção e recursos. Os municípios em estado crítico incluem:

  • Amaturá
  • Atalaia do Norte
  • Benjamin Constant
  • Beruri
  • Boca do Acre
  • Canutama
  • Carauari
  • Eirunepé
  • Envira
  • Guajará
  • Ipixuna
  • Itamarati
  • Juruá
  • Lábrea
  • Pauini
  • Santo Antônio do Içá
  • São Paulo de Olivença
  • Tabatinga
  • Tapauá
  • Tonantins

Essa situação alarmante exige não somente uma resposta imediata em forma de assistência, mas também uma reflexão e uma ação coletiva sobre as políticas públicas voltadas para a proteção dos nossos recursos hídricos e a sobrevivência das comunidades que vivem dessa riqueza.

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